Passado o horário do almoço, decidi por uma pequena pizza. Enquanto comia, um representante de um aplicativo de pontuação por indicação aguardava atendimento. A atendente do caixa passou a limpar as mesas, enquanto ele pedia a ela que confirmasse se um dos proprietários viria atendê-lo. Ele estava a caminho da loja há algum tempo.
Em uma troca de mensagens e telefonemas, ficou acertado que o representante apresentaria o aplicativo à atendente do caixa, bastante resistente em aceitar a tarefa. O entendimento era de que o aplicativo, oferecido aos clientes da pizzaria, pontuaria a loja a cada venda, gerando bônus em dinheiro. No início da conversa com a atendente do caixa, o representante de vendas perguntou se ela gostaria de ganhar dinheiro. Ela não compreendeu, uma vez que este discurso seria melhor aplicado na conversa com os proprietários.
A seguir, ele apresentou a ela o aplicativo, e ela perguntou, desconfiada, se precisaria usar o próprio celular a cada transação dos clientes no aplicativo. O representante tentou explicar novamente como seria o procedimento de pontuação. E minha pizza terminou.
Saí da loja, enquanto eles tentavam chegar a um consenso, e só me ocorreu uma solução. Um folheto. Certamente a atendente do caixa da pizzaria sabe lidar com aplicativos em seu celular, mas é diferente explicar o funcionamento de um ao cliente, em frente ao balcão, que está apenas buscando matar a fome ou comer uma gordice. Um folheto poderia conter a mesma explicação, incluindo QR Code para baixar o aplicativo, e ser entregue a cada compra, pontuando a loja e gerando os bônus que o serviço promete.
Por vezes, é necessário avaliar o processo e simplificá-lo ao máximo, para obter o melhor resultado.
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