Em matéria da Meio&Mensagem, publicação especializada em comunicação, marketing e mídia, o conceito de anti-marketing sugere uma estratégia inteligente de marcas que se contrariam para levar uma mensagem na qual elas acreditam. Mas o anti-marketing deste artigo é, de fato, uma história de contradição. E contrariedade.
Certamente você já foi abordado ou já viu a abordagem a outras pessoas, de vendedores insistentes que representam uma marca cujos produtos têm ingredientes do Mar Morto, localizado no Oriente Médio, cujo excesso de sal, dez vezes superior à quantidade dos demais oceanos, quase não permite vida em suas águas.
Sem questionar a qualidade da marca, a técnica de abordagem é exasperante. Os vendedores insistem na experimentação de produtos, e abordam as pessoas à distância. Minha técnica para evita-los passou a ser a circulação por outros corredores do shopping no qual o quiosque da marca esteve instalado.
Longe de serem acessíveis, os produtos são caros, um luxo com uma abordagem de venda equivocada. O mercado de produtos de alto custo pressupõem sofisticação e, ao menos, polidez no contato com o público-alvo. Mas ser quase arrastado pelo vendedor não parece funcionar, qualquer que seja o ponto de venda, de qualquer marca.
A abordagem de venda é sempre uma prova. O Não é uma resposta garantida. O Sim pode ser conquistado. Mas com respeito e moderação, para que os eventuais consumidores e clientes não passem para o outro lado da calçada ao cruzar com a nossa marca.
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